sábado, 4 de abril de 2009
Livro ou Sabedoria? Os Dois! Com Moderação e Respeito...
Mais de 3 meses sem rabiscar por aqui. Pelas minhas contas, quase 100 dias que não posto nada neste blog. Tempo este que me custou um surto de desespero na hora de fazer o login, pois esqueci a senha e até onde deixei a bendita anotada. E como esquecer números é algo normalíssimo na minha vida, nem estressado fiquei como costumo ficar quando vou fazer algo e não dá certo. Quando isso é com números, eu dou é risada. Tamanha lerdeza que possuo com tal gênero. Pelo menos dessa vez tive sorte ao menos em chutar e conseguir acertar.
Vai ser algo meio pessoal, e não foi esta a proposta que criamos para o Mistureba. Mas só quero já justificar minha falta de criatividade nos últimos dias.
Não é crítica ou raiva. É simplesmente um momento onde não consigo entender os outros e muito menos a mim. Onde vejo que brigar por opinião é coisa para burro como eu, que nunca foi de ler muitos livros, principalmente livros que dizem ser aqueles que só inteligente lê. Mas se você ler um livro desse cabarito (cheio de conceito) e o entende, parabéns. Você tem “conceitos” e pode discutir. Se é como o humilde cidadão aqui. Esquece, você é jogado da conversa a ponta pés verbais. Porque nos livros, parece ter todas as razões do mundo. Então, opinião não é nada nessas condições.
Aprendi com o tempo esse lance de conviver com as pessoas, mesmo sendo filho único e tendo sobre mim o clichê de filho mimado. Minha mãe e meu pai sempre me “jogaram” para que isso não acontecesse. Desde 7 anos já me virava sozinho com almoço, lanche, janta também e o que fosse necessário para não ficar na colinha dos dois. E sempre me falavam e falam da importância de saber respeitar as pessoas. Sejam elas parecidas ou não comigo. E me ensinaram o quanto uma palavra pode fazer mal para uma pessoa. O quanto descontar a raiva nos outros para ficar bem, é uma coisa não agradável.
É aí que me pego em um quarto vazio, escuro, gelado e sem janela. Nos tempos atuais do meu cotidiano, talvez por “baixa alto estima” (ficou estranho), venho sentindo golpes dolorosos por isso. Quando comento algo, sempre levo cada cruzado na minha mente, que me dá vontade de largar tudo e ficar o resto da minha vida em uma biblioteca lendo todos os livros do mundo. Para ver se aprendo um pouco de conceitos teóricos. Pois ando percebendo que saber ou tentar ter um convívio estável e respeitar a opinião dos outros, é coisa para burrinho. E que teoria é sinal de inteligência. E que convivência não é nada. Você não precisa ter respeito, mas é necessário ter conceito.
Sendo assim, insisto na minha burrice. E digo aqui que respeito essa opinião de conceito, até porque é uma forma de se adquirir conhecimento. E eu tenho muita admiração para os adeptos desta forma de inteligência.
Mas, não adianta ler “trocentos” livros, e não ter a compreensão de entender os problemas que um colega passa em casa. Como aconteceu comigo. Se for para ofender as pessoas, chamá-las de incompetentes (interpretei desta forma), eu prefiro continuar sem teorias, sem conceitos e simplesmente ter a sensibilidade de dar o ombro para um amigo quando este estiver passando pelo que estou.
Termino com o verso da Marisa Monte na letra da canção Gentileza. E disponibilizo o link do clip e a letra completa, para que fique mais claro o que quis dizer.
“Por isso eu pergunto
A você no mundo
Se é mais inteligente
O livro ou a sabedoria”
Aqui o link do clip.
http://www.youtube.com/watch?v=VKnVAZHehV0
Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
A palavra no muro
Ficou coberta de tinta
Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
Só ficou no muro
Tristeza e tinta fresca
Nós que passamos apressados
Pelas ruas da cidade
Merecemos ler as letras
E as palavras de gentileza
Por isso eu pergunto
A você no mundo
Se é mais inteligente
O livro ou a sabedoria
O mundo é uma escola
A vida é o circo
Amor palavra que liberta
Já dizia o profeta
Vanildo Marley
domingo, 29 de março de 2009
Seinfeld
Jerry Seinfeld é um real comediante stand-up, e a série mostra a sua vida e a de seus amigos; George, um gordinho careca e paranóico, Kramer, vizinho de Jerry, o cara mais non-sense, louco e engraçado que já vi e Elaine, ex-namorada de Jerry, uma garota psicótica. A história não tem nenhum foco, é sobre coisas simples que acontecem na vida de qualquer um. É sobre nada. O engraçado é como essas histórias são contadas. Cada episódio começa e termina com Jerry fazendo stand-up, sobre o assunto que será abordado na série. As cenas se passam, em sua maioria, no apartamento do comediante ou em um café de esquina onde todos se sentam sempre na mesma mesa para conversar.
Após o termino da série, aconteceu algo que ficou conhecido como '' a maldição de Seinfeld''. Nenhum ator conseguiu outro papel tão grande, todos caíram no ostracismo. A atriz que interpretava Elaine fez alguns filmes e séries, mas sem sucesso. Jerry segue até hoje pelo país fazendo comédia em clubes e bares.
Pra quem tem interesse nessa e em qualquer outra série, nova ou antiga, uma dica: o portal Is Life Corp. Creio que há lá mais de 300 séries e desenhos para download gratuito. O bom desse sítio é que, além de coisas antigas, eles acompanham episódio por episódio de séries que ainda estão em andamento, como Lost, House md. e muitas outras. É só se cadastrar e aproveitar!
Enfim, fico por aqui, tomando um café enquanto uma chuva forte cai lá fora...
Até o próximo post e é isso aí, Mistureba Híbrida está de volta!
Lucil Jr.
domingo, 22 de março de 2009

Amigos e amigas, o outono chegou e nós retornamos as atividades do Mistureba. Outono combina com climas de romance, diria que é a melhor estação para estar apaixonado. Então começo minhas novas postagens com um texto cheio de sentimentalismo. Como diria Fernando Pessoa e como repete a trupe do Teatro Mágico "todas as cartas de amor são ridículas". Portanto, o texto que se segue também é rídiculo e brega justamente por falar de amor.
Ah! Como são lindos os olhos. Nunca me importei se reluziam verdes, azuis, castanhos... Mas agora, deste algum dia, a luz azul do seu par de olhos ilumina meus sonhos. Sonhos porque, existe mais do que eu e você.
O contato com o brilho desse olhar me leva a pensamentos incríveis, apesar de saber que a convivência com o resto do corpo não fluiria. Mas esses olhos... Esses olhos me deixam tonta. O azul que deveria lembrar água e frescor acende feito fogo e um único olhar me tira os sentidos.
Não posso contar para esse azul o segredo que guardo sobre eles. Não posso querer me aproximar desse par que me atrai. Vivo sentindo e lembrando desse azul que não deve ser meu. Isso porque, existe mais do que eu e você.
Janaina Takai
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Senhora do Canto
Odeio final de ano. Por que, me perguntariam aqueles que adoram as festividades do período. Questão simples de se responder. Creio ser esta uma época aonde a hipocrisia – já tão habitual no nosso cotidiano – ganha dimensões exorbitantes. Espírito cristão é possível argumentar. Falsidade cristã, talvez...
Na verdade o parágrafo anterior não tem nada a ver com o que pretendo escrever hoje. Não passa, aliás, de mero “nariz de cera” como se diz no jargão jornalístico, portanto desnecessário e irrelevante por não acrescentar nada ao leitor. Pronto, não é que este também se tornou mais um narigão de cera?!
Pois bem, para poupá-los de minhas viciosidades narrativas passo direto para o meu objeto: a cantora e interprete lírica de nome Jessye Norman. Lembro-me perfeitamente da primeira vez que a vi e ouvi. Na ocasião a soprano acompanhada pela Metropolitan Opera interpretava os Spirituals (canções de igreja pentecostais negras, uma das raízes pode-se dizer do que viria a ser a atual Black Music) juntamente com outra grande cantora, Kathleen Battle. Fiquei de imediato impactado. Primeiro por desconhecer ambas as cantoras famosíssimas ao que tudo indicava, e segundo pela potência vocal de Jessye Norman, uma das maiores do século XX como gostava de ressaltar o saudoso apresentador do “Quem tem medo da Música Clássica”, Artur da Távola. Impressionante, seria o termo correto. Norman impressiona pela grandeza da voz, pela imponência corporal, em suma pela atitude de Senhora do Canto. E me valho mais uma vez das palavras de Távola quando ele afirmou o quanto Jessye era penetrante ao interpretar as canções que ‘tocavam’ a sua alma e as origens negras. A isso chamo de verdade, é essencial aos grandes artistas serem verdadeiros consigo mesmos (não falo de verdade moral ou coisa do tipo), e Norman o é, certamente. Após esse primeiro contato com Jessye eu assisti outras apresentações dela em que interpretava óperas de Wagner, áreas de Bizet e até a Marselhesa na comemoração do 14 de Julho francês.
Anos se passaram e não é que agora Jessye “reapareceu” em minha vida?! Isso graças ao caro amigo Lucil que fez a benesse de presentear-me com o link que contem o álbum de Spirituals gravado por Norman. Exultei por poder ouvi-la novamente, e este período que quase invariavelmente é de uma melancolia persistente se tornou até mais... ou melhor menos deprimente. Enfim, não deixem de conhecer esta magnífica cantora, e antes de afirmarem categoricamente: “eu não gosto de música clássica” ouçam. Como diria um amigo “muitas vezes é a freqüência que determina o gosto”. Então é isso, se concedam o privilégio da dúvida, experimentem Jessye Norman! Até o próximo ano e bebam sem moderação...
(Este é o link para o álbum de Spirituals:
http://www.4shared.com/dir/3399445/c876f61c/Jessye_Norman_-_Spirituals.html )
Jean Carllo
domingo, 21 de dezembro de 2008
Férias, Propaganda e Festas!!
Aulas encerradas, então era hora de fazer o meu blog para contar um pouco mais sobre o meu cotidiano. Idéia antiga, que ficou mais forte recentemente. Tantas coisas aconteciam comigo, que aos poucos vi que minha vidinha não era tão desinteressante assim. Pelo contrário, minha vida é hilária. Pensando nisso resolvi criar o VIDRASSA (www.vidrassa.blogspot.com) para comentar fatos recentes e passados. E também dar pitacos no que acontece mundo afora.
Viva o jabá!
Não sei se passarei mais por aqui em 2008. Então para os que gostam das festas de final de ano, desejo ótimas comemorações no natal e passagem de ano. Que todos nós tenhamos mais compaixão no ano que está por vir.
Vanildo Marley
sábado, 13 de dezembro de 2008
Bon Iver - For Emma, forever ago
Super bandas com oito, nove ou até mais integrantes estão na moda (Bss, Arcade Fire, etc).Aquele som com trezentos mil instrumentos, cheio de detalhes, grandioso. E, em meio à essa moda, Bon Iver vem para mostrar-nos que algo grandioso não depende da quantidade de pessoas envolvidas.
Justin Vernon saiu de sua antiga banda e terminou um relacionamento em 2007. Isso fez com que o rapaz se isolasse numa cabana em Wisconsin (Eua) por três meses.
O fruto dessa solidão é ''For Emma, Forever Ago''.Vernon fez e tocou todas as canções, levadas sempre ao som de um bom violão folk e vozes dobradas cheias de melodia. Músicas aconchegantes, pra ouvir durante um bom inverno.Sem dúvidas, o melhor cd de 2007. E não só eu acho isso, ele está presente nas mais famosas listinhas de ''best off 2007'' por aí. Minha preferida é Skinny Love:
Who will love you?
Who will fight?
Who will fall far behind?
E aproveito aqui pra deixar o endereço do La Blogotheque. Um site francês que promove concertos bem diferentes e bonitos onde as bandas/músicos tocam pelas ruas de Paris, em cafés, casas antigas, no campo...é coisa d'outro mundo de tão belas que são as apresentações. E dá pra baixar muita coisa pelo site. É perfeito.
Lucil Jr. (que já está ouvindo o Blood Bank, novo Ep do Bon Iver, a ser lançado em 2009 hehe)
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Prestação de Serviço
Não é nenhuma sacanagem. Nós do Mistureba não somos ricos e famosos, porém, justos e humanos. De qualquer forma, vai aqui o link do blog do Juca Kfouri(http://blogdojuca.blog.uol.com.br/index.html) que comprava toda a seriedade do post.